A felicidade

Um dos temas contemporâneos que merece destaque é o de felicidade, tão frequente nas redes sociais. Ela existiria como uma proteção, um antídoto para se viver plenamente em estado de angelitude. É como se o sujeito nascesse devedor de um constante estado de felicidade. Entretanto, todo sujeito tem emoções básicas, como alegria, raiva, medo, nojo, surpresa, tristeza e há inúmeras outras possibilidades de classificação das emoções.

Ampliando o conceito de alegria, temos a fixação do mundo ocidental na ideia de felicidade, que passou a ser o motivo, uma busca desenfreada por atingir um estado permanente da sensação de satisfação dos desejos. Surgiram drogas que trazem segundos de felicidade, das mais diversas naturezas, acumular capital, buscar prestígio a qualquer custo, ter tudo sob controle e excluir aqueles que não condizem com esse ideal.

Vez por outra, a vida reclama, em determinados momentos, como a dizer: hei…você vai continuar se enganando? Então, surge um outro lado dentro do sujeito, como a afirmar que ele é muito infeliz. Ele vai de um extremo ao outro, buscando novas fórmulas para aparentar felicidade. Não raras vezes, durante as sessões de terapia, ao se questionar sobre a própria vida, encontra, ao longo do tempo, a possibilidade de viver plenamente, reconhecendo que não deve permanecer refém do mundo idealizado pelo outro.

Dr. João Palma Filho
Psicólogo – CRP 146.528
Matéria publicada no jornal Regional News, edição n°1616

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