Ah! Devia ter falado…

Há pessoas que passam dos limites nas relações interpessoais, presumindo que o outro deva suportar. Outras, suportam tudo e aceitam, muitas vezes por não saberem estabelecer limites nessas relações. Então, vamos falar desse sujeito que suporta e que não consegue estabelecer limites, que chegam na clínica, sofrendo e, muitas vezes, com graves doenças tratadas pela medicina.

Num percurso de autoconhecimento, torna-se necessário, primeiramente, ver-se implicado no sentimento de ofensa, saber o que o atinge e o torna ofendido, além de compreender a distinção entre passividade e pacificidade. Em inúmeros casos surge um sentimento de raiva, muitas vezes endereçado a si mesmo, que brota por não ter agido no momento da ofensa. Esses temas são pertinentes porque referem-se à constituição do sujeito, como interpretou suas relações com o mundo e a motivação em permitir que o outro passe de certos limites.

Algumas vezes observa-se a relação com um desejo de ser aceito pelos outros, permitindo que eles ultrapassem certos limites. Quando se estabelece uma relação com sujeitos manipuladores, temos casos mais complexos. Isso porque ao notar a possibilidade de ultrapassar os limites, o manipulador desperta o sentimento de culpa no sujeito que não os estabeleceu.

Dr. João Palma Filho
Psicólogo – CRP 146.528
Matéria publicada no jornal Regional News, edição n°1589

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