Cuidadores informais e autocuidado

Com o diagnóstico de câncer, uma ou mais pessoas da família assumem a responsabilidade pelos cuidados diretos, envolvendo a nova organização da rotina e buscando recursos disponíveis para o tratamento. Aos poucos, o cuidador vai se dando conta da amplitude que essa responsabilidade vai assumindo na sua vida pessoal.

O diagnóstico de câncer tem impacto diferente na vida de cada pessoa da mesma família e nem sempre aquele que cuida tem mais recursos pessoais para assumir a administração dos cuidados, considerando-se, também, a gravidade e o estágio da doença e a depender do tipo de câncer. Surge, então, a necessidade de trânsito frequente por ambientes da área da saúde, que não integravam a rotina dos cuidadores: são hospitais, UBS, clínicas para exames e atendimentos pelo serviço social.

Na nossa sociedade, as ideias disseminadas referem-se a pertinência da atenção à saúde mental do cuidador em momento futuro, porque as atenções estão centradas no doente, quando, na verdade, o estresse causa sofrimento psíquico ao cuidador durante todo o tratamento. A psicoterapia para o cuidador informal significa autocuidado e empoderamento para administrar a rotina e envolver a família nos cuidados da pessoa com câncer.

Dr. João Palma Filho
Psicólogo – CRP 146.528
Matéria publicada no jornal Regional News, edição 1564

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