O perdão e a saúde mental

Nestes dias de pandemia afloram sentimentos, cuja construção decorreu de relações interpessoais destoantes da alegria de viver. Há pessoas que permanecem prisioneiras dessas experiências, mergulhando profundamente em pensamentos circulares negativos, remoendo e fazendo emergir ideias de agressão e vingança. Essas ideias provocam um entristecimento e promovem mais sofrimento ainda, mantendo a pessoa refém de emoções que prejudicam a si mesma. Podemos comparar o desejo de vingança a um fragmento de lava de vulcão em brasa que antes de ser arremessado, queima a própria mão.

Contrário a esse sofrimento há o perdão, como um processo de libertação, num percurso de paz interior. Esse processo passa pelo luto, tendo em vista as perdas causadas pela atitude do outro, compreender o sentido pessoal dessas experiências, reconhecer que muitas vezes pode ter ocorrido um exagero na avaliação. Há outras situações em que não se percebeu a amplitude do quanto foi prejudicial para a saúde mental e há também os casos muito graves, difíceis mesmo.

Ressignificar isso tem um objetivo claro, libertar-se para a cura. Compreender o que tem a ver com a história pessoal. No caso de uma experiência que se está passando e remoendo, essa possibilidade de saber se colocar, ao invés de agredir ou submeter-se, assume um caráter de saúde mental. 

Dr. João Palma Filho

Psicólogo – CRP 146.528

Matéria publicada na edição 1544 do jornal Regional News

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