As distrações – parte 2

Vamos fazer uma analogia entre as resistências ao inconsciente e as características de um lago congelado. Há pessoas que vivem indefinidamente na superfície do lago que congelaram. Patinam, montam bonecos de neve, passeiam, aproveitam ao máximo as oportunidades do clima frio. Para algumas, de vez em quando, o gelo racha em algum ponto, então, vem um certo sofrimento, porque aquilo que estava encoberto no fundo insiste em ser visto pelas rachaduras que surgem, mas o lago permanece congelado. É como se a superfície gélida escondesse algo que devesse permanecer oculto e a certeza de que as rachaduras vão congelar novamente propicia uma esperança, bastando afastar-se delas.

Mas, o que há nesse lago que não pode ser visto e vir à tona, enfim?

Algumas pessoas não conseguem sair das expectativas encobridoras nas estações de inverno, que promovem um aparente alívio e ficam a vida inteira sobre o lago congelado. São as condições que favorecem aplacar a dor e o sofrimento. Nos tempos de pandemia, surgiram rachaduras nesses lagos congelados. Esse é um ótimo momento para oferecer a si uma libertação do superficial que oculta as próprias questões. Há sempre possibilidades de recomeçar, viver sem o sofrimento, mas há muito trabalho para se chegar lá.

Dr. João Palma Filho
Psicólogo – CRP 146.528

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